O extrovertido…

Ele, claro.

Eu sou introvertido, faco minha parte quando minha profissão pede ou no escotismo. Mas de resto sou semi-autista.

Mas por ele, peco skate emprestado pra mulecada do condomínio e várias outras coisas.

Na pousada da praia encontramos uma menina após o café da manha, olhou pro meu filho, ele olhou pra ela e eu ajudei a perguntar quantos anos ela tinha ( 1 ano mais velha do que ele, fazia aniversário no mesmo mês, 1 dia depois) .

A noite, voltando da janta, cruzamos com ela novamente, perguntei se ela poderia perguntar aos pais dela se poderia brincar com a gente nas cadeiras da piscina. E lá fomos nós, jogar Uno  e depois ele falou dos carrinhos, ela disse que gostava de carrinhos, eu fui no quarto pegar. A menina Ariana e meu filho Ariano, começaram a brincar de carrinhos, lutando e batendo um carrinho contra o outro.

Quando ela foi no quarto dela falar com a mãe, meu filho virou e disse: ” papai, não sabia que meninas brincavam de carrinho”. Ao que eu respondi que assim como os meninos podiam brincar de tudo e vestir qualquer cor, as meninas podiam fazer o mesmo.

No dia seguinte, marcamos de acordar cedinho e tomarmos café juntos, logo quando abrisse. O alemãozinho abriu os olhos e disse: “amiga”.

Chegamos lá um pouco antes das 8 da manha e ele querendo saber onde ela estava. As 8 horas ela abre a janela do quarto olha pela varanda e ele abre um sorriso. Mas ela precisava de um tempo pra se preparar e ele foi pra mesa. Chegando lá disse que ele iria sentar aqui e ela sentaria do lado, e que a irma dela mais velha ali, e o papai e mamãe dela lá.

4 minutos depois, ele que não queria começar a comer sem ela, mas com a barriga roncando, pergunta onde ela estava. Eu perguntei se ele teria coragem de ir na porta do quarto dela e chama-la. Ele foi. Na metade do caminho se encontraram. Veio a menina e a irma mais velha. O meu filho explicou o plano, onde cada um sentaria.

Minutos depois chegam a mãe e pai. Ele dividiu a família, juntamos uma mesa com 6 cadeiras, ele sentou no meio, eu na frente, de um lado as meninas e do outro os pais dela. Quando eles chegaram ele já foi falando, você senta aqui e você ali.

O pai achou graça e perguntou pra confirmar: “posso sentar aqui?”

Ele respondeu: “sim”

E já começou a tagarelar. A amiga 1 ano mais velha ainda acordando e ele puxando o maior papão com os adultos. No meio da conversa o pai pergunta: ” e cade a mãe dele ?”

Como é difícil imaginar um pai sozinho de férias com um filho ….

Perguntou nós respondemos, né?

Causa aquele choque inicial, mas eu disse que o Nemo é assim também, o pai dele e ele.

Papo continua, ele diz que o prendedor de cabelo dela é lindo (presilha), eu digo que ele em casa também tem um. Ela faz uma cara estranhando, dai lembro ela que assim como ele não conhecia até então uma menina que gostasse de brincar de lutar de carrinhos, os meninos podem vestir a cor que quiserem e usar prendedor de cabelo.

Pena que aquele seria o último café da manha deles e o encontro foi breve.

Meu filho conta a vida inteira, onde mora, o que faz, o que gosta de fazer com a maior naturalidade, como se fossem melhores amigos. Eu jamais contaria a minha vida pra alguém que conheci agora, mas ele me poe no meio da mesa e dai me vejo batendo papo com os pais da amiga ….

For you a thousand times over !

 

 

 

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